Assim como como a Terra plana, a hipótese do dilúvio universal — que algumas pessoas chamam “geologia do dilúvio” — é oficialmente classificada enquanto pseudocientífica pela comunidade científica internacional, porque contradiz evidências consolidadas.
Os fatos são óbvios... Não existe água o suficiente no planeta Terra para cobrir até a montanha mais alta; o registro sedimentar e fóssil é incompatível; além dos problemas térmicos, geológicos e genéticos que acompanham uma hipótese de dilúvio universal. É mais um dogma religioso tentando se disfarçar de teoria científica, mas sem legitimidade diante pares e que não sobrevive ao escrutínio.
É verdade que outras civilizações, como mesopotâmicos, registraram dilúvios em suas narrativas como Eridu Genesis e a Epopeia de Gilgamesh, mas aí a discussão já é outra... Não é se houve cópia ou quem veio primeiro, mas como povos diferentes que viviam na mesma região produzem narrativas que compartilham estruturas e temas comuns. Como povos diferentes do Oriente Próximo reagiram aos mesmos fenômenos e registraram narrativas com temas parecidos mas com teologia distinta. Lembrando que os hebreus realmente passaram por um período de cativeiro na Babilônia, que é registrado até mesmo na Bíblia, o que indica que houve intercâmbio cultural, com escribas judeus tendo contato com bibliotecas babilônicas, estilos de escrita, formato de narrativa e cronologia antiga que influencia linguagem, ritmo, fórmulas literárias e até formulação de algumas histórias. Provavelmente o dilúvio universal foi uma enchente localizada que eram comuns entre os rios Tigre e Eufrates... E populações expostas a tais fenômenos produzem respostas religiosas parecidas para explicar catástrofes que observam há séculos. Não é plágio, não é empréstimo mecânico e nem dependência textual... É paralelo cultural, a Bíblia participa de uma tradição intelectual ampla da Mesopotâmia e responde a ela com sua própria leitura teológica.